Teste de Inglês para Visto: Quais São Aceitos

Você decidiu que vai pedir visto de estudo, trabalho ou residência permanente, e a primeira dúvida prática aparece: qual teste de inglês para visto fazer? A resposta muda completamente dependendo do país e do tipo de visto — o mesmo IELTS que serve para o Reino Unido pode não valer nada para o processo de imigração do Canadá, e vice-versa.

O erro mais caro nessa etapa não é tirar nota baixa — é fazer o teste errado. Cada exame custa entre R$ 1.000 e R$ 1.800, leva semanas para agendar e o resultado demora dias para sair. Descobrir depois que o órgão de imigração não aceita aquele teste específico significa perder tempo, dinheiro e, em alguns casos, atrasar o processo todo em meses.

A boa notícia é que, uma vez que você sabe exatamente qual teste seu destino exige, o resto é só questão de estudo e organização. Milhares de pessoas passam por esse mesmo processo todos os anos, e a parte mais difícil raramente é o inglês em si — é a falta de clareza sobre qual caminho seguir logo no início.

Neste guia, você vai descobrir quais são os testes de inglês aceitos para visto — IELTS, TOEFL, CELPIP, PTE Academic e Duolingo English Test — qual cada país exige (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália), pontuação mínima por tipo de visto, validade do resultado, custo e como se preparar sem desperdiçar tentativa.

Tem tabela comparativa completa, checklist por país e as perguntas mais frequentes de quem está nesse processo agora.

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Equipe CursoInglês
Atualizado em setembro de 2026 · 20 min de leitura

Teste de inglês para visto: resposta rápida

Os principais testes de inglês aceitos para visto são IELTS (mais aceito globalmente, obrigatório para Reino Unido e Austrália), TOEFL (forte para universidades americanas, mas não aceito pela imigração canadense), CELPIP (exclusivo do Canadá), PTE Academic (crescente aceitação em Austrália, Reino Unido e Canadá) e o Duolingo English Test (aceito por muitas universidades, mas ainda limitado para imigração). O teste certo depende do país de destino e do tipo de visto — não existe "o melhor teste", existe o teste que aquele órgão específico exige.

  • Reino Unido: exige teste SELT — IELTS for UKVI é o caminho mais comum
  • Canadá: IELTS General Training, CELPIP ou PTE Core (TOEFL não vale para imigração)
  • Austrália: IELTS, PTE Academic, TOEFL iBT, Cambridge ou Duolingo, dependendo do visto
  • Estados Unidos: TOEFL ou IELTS, principalmente para admissão universitária (visto F1)

Os principais testes de inglês aceitos para visto

Antes de escolher, vale entender o que cada teste mede e para quem ele foi desenhado. Todos avaliam as quatro habilidades — leitura, escrita, listening e fala — mas o formato, o público-alvo e a aceitação oficial mudam bastante entre eles.

Uma diferença estrutural importante entre os testes é como a seção de speaking é conduzida. IELTS e CELPIP usam examinador humano (presencial ou por vídeo), o que permite interação real — o examinador pode reagir à sua resposta, pedir esclarecimento, ajustar o ritmo. TOEFL e PTE gravam sua fala para avaliação posterior, sem interação em tempo real. Para quem tem mais facilidade em conversa natural do que em falar sozinho para uma tela, essa diferença de formato pode pesar tanto quanto o nível de inglês em si na hora de escolher o teste.

Teste Aplicador Formato Foco principal
IELTS British Council / IDP / Cambridge Papel ou computador Acadêmico e imigração (UK, Austrália, Canadá)
TOEFL iBT ETS Computador (online) Acadêmico, principalmente EUA
CELPIP Paragon Testing / IRCC Computador Imigração para o Canadá
PTE Academic Pearson Computador Acadêmico e imigração (crescente)
Duolingo English Test Duolingo Online, de casa Principalmente admissão universitária
Cambridge C1/C2 Cambridge English Papel ou computador Acadêmico, sem prazo de validade em alguns usos

Se você ainda não sabe seu nível atual de inglês, vale fazer o teste de nível de inglês do site antes de escolher qual exame oficial agendar — isso evita pagar por um teste caro sem saber se você já está perto da pontuação exigida ou se precisa de meses de preparo antes.

Vale também entender a diferença entre os dois tipos de exigência que você vai encontrar: alguns processos pedem "proficiência comprovada" através de um teste qualquer aceito pelo órgão, enquanto outros pedem uma pontuação mínima específica numa escala determinada. Confundir esses dois tipos de exigência — achar que "qualquer resultado serve" quando na verdade existe um piso mínimo — é outro erro comum que atrasa processos inteiros.

Vale reforçar que esses testes avaliam proficiência de forma padronizada e comparável entre milhões de candidatos ao redor do mundo — não são simplesmente "uma prova de inglês qualquer". Se o seu objetivo é apenas entender seu nível atual, sem necessidade de certificação oficial, o guia sobre como descobrir seu nível de inglês traz opções mais rápidas e gratuitas antes de investir num exame pago.

IELTS: o mais aceito no mundo todo

O IELTS (International English Language Testing System) é o teste de inglês mais aceito globalmente para fins de visto, com duas versões que servem para propósitos diferentes.

Versão Para que serve
IELTS Academic Admissão em universidades, cursos de graduação e pós-graduação
IELTS General Training Imigração, visto de trabalho, residência permanente
IELTS for UKVI Versão com sessão monitorada, exigida especificamente para vistos do Reino Unido

O erro mais comum aqui é fazer a versão errada: alguém que precisa do General Training (para imigração) acaba se inscrevendo no Academic por engano, porque é o mais divulgado. O conteúdo das duas versões de listening e speaking é idêntico — a diferença está nas seções de reading e writing, mais técnicas no Academic e mais voltadas para situações cotidianas no General Training.

Para quem quer entender a fundo a estrutura da prova, formato de cada seção e como funciona a nota (bandas de 0 a 9), vale conferir o guia completo IELTS: o que é, tipos e como se preparar.

A pontuação do IELTS é dada em bandas de 0 a 9, com incrementos de 0.5 (5.5, 6.0, 6.5...), calculadas a partir da média das quatro habilidades. Um candidato com 7.0 em listening, 6.5 em reading, 6.0 em writing e 6.5 em speaking sai com banda geral 6.5 — mas muitos processos de visto exigem não só a média geral, como também uma nota mínima em cada seção individualmente. Um candidato pode ter média alta e ainda assim ser desqualificado se uma seção específica ficou abaixo do piso exigido.

A prova completa do IELTS dura cerca de 2h45, com listening, reading e writing aplicados em sequência, sem pausa entre eles, e speaking geralmente agendado em horário separado (às vezes no mesmo dia, às vezes em outro). Esse formato exige resistência de concentração diferente de uma prova de escola — vale treinar as três primeiras seções seguidas, sem interrupção, para simular o cansaço real do dia da prova.

TOEFL: forte nos EUA, limitado em imigração

O TOEFL iBT (Test of English as a Foreign Language) é aplicado pela ETS e é o teste mais tradicional entre universidades americanas. Para admissão universitária nos Estados Unidos e no Canadá, o TOEFL é amplamente aceito e, em muitos casos, preferido pelas instituições.

O ponto de atenção é imigração: para o processo de residência permanente do Canadá (Express Entry), o TOEFL não está na lista de testes aceitos — só servem IELTS General Training, CELPIP ou PTE Core. Esse é um dos erros mais caros e mais comuns: candidato estuda meses para o TOEFL achando que serve para o processo de imigração canadense, e descobre tarde demais que precisa refazer com outro teste.

A pontuação do TOEFL iBT vai de 0 a 120, somando quatro seções de 0 a 30 cada (reading, listening, speaking, writing). Diferente do IELTS, o TOEFL é feito inteiramente no computador, com a seção de speaking gravada e enviada para avaliação — não há um examinador presencial ouvindo em tempo real, o que muda a dinâmica de quem está acostumado a conversar frente a frente.

Situação TOEFL serve?
Admissão em universidade nos EUA Sim, amplamente aceito
Visto de estudante F1 (EUA) Geralmente exigido pela universidade, não pelo consulado diretamente
Imigração / residência permanente no Canadá Não — use IELTS General Training, CELPIP ou PTE Core
Visto de estudante para o Canadá Aceito por algumas instituições, mas confirme antes

Vale destacar que o TOEFL tem uma vantagem prática pouco divulgada: é possível fazer a versão TOEFL iBT Home Edition, realizada de casa com supervisão remota por vídeo, sem precisar se deslocar até um centro de aplicação. Essa modalidade tem a mesma validade da versão presencial e é aceita pela maioria das instituições que reconhecem o TOEFL tradicional — uma boa opção para quem mora longe de grandes centros urbanos no Brasil.

Assim como no IELTS, a maioria dos programas exige tanto uma pontuação total mínima quanto, em alguns casos, um mínimo por seção. Universidades de pós-graduação costumam ser mais rígidas com a seção de writing, já que ela reflete diretamente a capacidade de produzir textos acadêmicos — um TOEFL com boa média geral, mas writing fraco, pode ainda assim ser recusado por programas que exigem clareza de escrita acadêmica desde a admissão.

CELPIP: exclusivo para o Canadá

O CELPIP (Canadian English Language Proficiency Index Program) é um teste desenvolvido especificamente para o contexto canadense, aplicado inteiramente no computador, com resultado em cerca de 4 dias úteis — bem mais rápido que a maioria dos concorrentes.

Versão Para que serve
CELPIP General Residência permanente, cidadania canadense
CELPIP General LS Apenas listening e speaking, para alguns programas específicos

A vantagem do CELPIP é o formato: o sotaque usado é predominantemente canadense, o vocabulário reflete situações do dia a dia no Canadá (não academia), e o resultado sai rápido — útil para quem está correndo contra prazo de processo seletivo do Express Entry. A desvantagem é a exclusividade: fora do contexto canadense, o CELPIP praticamente não é reconhecido, então não vale a pena para quem também cogita outro país.

A pontuação do CELPIP também usa a escala CLB (de 1 a 12) e o exame é dividido em quatro seções separadas — listening, reading, writing e speaking — cada uma avaliada e convertida individualmente. Como o vocabulário e as situações do teste são pensados especificamente para quem vai viver no Canadá (compras, atendimento ao cliente, e-mails de trabalho), muita gente relata achar o CELPIP mais "natural" de se preparar do que testes com pegada mais acadêmica, mesmo tendo o mesmo nível de inglês.

Um detalhe logístico importante: o CELPIP tem menos centros de aplicação fora do Canadá do que IELTS ou TOEFL, então candidatos no Brasil devem verificar com antecedência a disponibilidade de vagas e datas — em alguns períodos do ano, a procura é alta e os horários mais próximos esgotam rapidamente, especialmente perto de datas-limite de editais do Express Entry.

PTE Academic: rápido e cada vez mais aceito

O PTE Academic (Pearson Test of English) é inteiramente feito no computador, incluindo a parte de fala (gravada e avaliada por IA combinada com revisão humana), o que resulta num dos prazos de resultado mais rápidos do mercado — geralmente em 48 horas.

País/uso Aceitação
Austrália (visto de estudante e migração) Amplamente aceito, incluindo Department of Home Affairs
Reino Unido (SELT) PTE Home aceito como teste SELT aprovado
Canadá (Express Entry) PTE Core aceito desde 2023
Nova Zelândia Aceito para vistos de estudo e trabalho

A rapidez do resultado e a possibilidade de agendar com poucos dias de antecedência tornam o PTE uma opção interessante para quem está com prazo apertado — mas vale sempre confirmar no site oficial do órgão de imigração do país de destino se a versão específica (PTE Academic, PTE Home ou PTE Core) é a exigida, porque elas não são intercambiáveis.

Uma característica distintiva do PTE é a correção majoritariamente automatizada por inteligência artificial, o que reduz a variabilidade entre avaliadores humanos — dois candidatos com o mesmo desempenho tendem a receber notas mais consistentes entre si do que em testes com correção humana tradicional. A pontuação vai de 10 a 90, numa escala diferente das outras, o que exige atenção redobrada na hora de comparar exigências entre testes diferentes.

Outro ponto a favor do PTE é a flexibilidade de agendamento: diferente de IELTS e TOEFL, que costumam ter datas fixas mensais em cada centro, o PTE oferece horários quase diários em muitas cidades, o que ajuda quem precisa encaixar o teste numa agenda apertada ou quer refazer rapidamente após um primeiro resultado abaixo do esperado.

Duolingo English Test: online, mas com aceitação limitada

O Duolingo English Test (DET) é feito inteiramente de casa, em qualquer horário, com resultado em cerca de 48 horas e custo bem mais baixo que os concorrentes tradicionais — geralmente em torno de US$ 65, contra US$ 200-300 dos outros testes.

A aceitação cresceu muito desde a pandemia, especialmente entre universidades americanas, britânicas e australianas para fins de admissão acadêmica. O ponto de atenção é que, até o momento, o Duolingo English Test tem aceitação bem mais restrita para fins de imigração e visto de trabalho — a maioria dos órgãos de imigração (Reino Unido, Canadá, Austrália) ainda não o inclui na lista oficial de testes aprovados para esses processos, mesmo aceitando para propósito acadêmico.

Uso pretendido Duolingo English Test serve?
Admissão em universidade (bacharelado, mestrado) Sim, aceito por milhares de instituições no mundo
Visto de estudante Depende do país — confirme com o consulado especificamente
Imigração / residência permanente Geralmente não aceito ainda pelos principais órgãos

Antes de escolher o Duolingo por conveniência e preço, confirme com o site oficial do órgão de imigração ou da universidade se ele está na lista de testes aceitos para o seu caso específico — a economia de tempo e dinheiro não compensa se o resultado não servir para o processo.

O formato do Duolingo English Test também é diferente dos demais: é um teste adaptativo, o que significa que a dificuldade das perguntas muda em tempo real conforme suas respostas — acertar seguido faz as próximas perguntas ficarem mais difíceis, errar faz elas ficarem mais fáceis. Isso resulta numa prova mais curta (cerca de 1 hora, contra 2-3 horas dos concorrentes) e numa experiência de teste bem diferente de qualquer exame tradicional que você possa ter feito antes.

A tendência é que a aceitação do Duolingo English Test para fins de imigração continue crescendo nos próximos anos, à medida que mais órgãos avaliam e validam sua metodologia adaptativa. Ainda assim, para decisões de curto prazo — um processo que você pretende submeter nos próximos meses — vale se guiar pela aceitação oficial confirmada hoje, não pela expectativa de mudança futura, que pode não se concretizar a tempo do seu processo específico.

Tabela comparativa: qual teste cada país aceita

Uma visão consolidada, país por país, dos testes mais aceitos — sempre confirme no site oficial do órgão de imigração antes de agendar, porque essas listas mudam com o tempo.

País Testes aceitos (geral) Observação
Estados Unidos TOEFL, IELTS, Duolingo (varia por universidade) Não há teste único obrigatório pelo governo para a maioria dos vistos
Reino Unido IELTS for UKVI, PTE Home (testes SELT aprovados) Exige teste da lista SELT oficial, não qualquer versão do teste
Canadá IELTS General Training, CELPIP, PTE Core TOEFL não é aceito para imigração
Austrália IELTS, PTE Academic, TOEFL iBT, Cambridge C1/C2, Duolingo (alguns vistos) Lista mais ampla de testes aceitos entre os quatro países
Nova Zelândia IELTS, PTE Academic, TOEFL iBT, Cambridge, OET (área da saúde) Processo semelhante ao australiano, com escala de pontuação própria

Note que nenhum país da lista aceita todos os cinco testes igualmente — cada um tem sua própria lista oficial, e a única forma confiável de confirmar é checando a fonte primária (site do governo ou da universidade), nunca um blog ou fórum, por mais bem intencionado que seja.

Note também que "aceito" não é sinônimo de "recomendado" — mesmo quando um país aceita múltiplos testes, alguns processos específicos (como programas provinciais de imigração no Canadá, ou vistos de trabalho especializado na Austrália) podem ter preferência clara por um teste sobre outro, mesmo sem tornar os demais oficialmente inválidos. Ler o edital ou a página oficial do processo específico, não só a lista genérica de testes aceitos pelo país, evita surpresas de última hora.

Teste de inglês para visto dos Estados Unidos

Diferente de outros países, o governo americano não exige um teste de inglês padronizado para a maioria dos vistos de forma direta — a exigência geralmente vem da universidade (para visto de estudante F1) ou é avaliada na entrevista consular (para outros tipos de visto), não por uma pontuação mínima fixada pelo governo.

Tipo de visto Exigência de inglês
F1 (estudante) TOEFL, IELTS ou Duolingo, conforme exigido pela universidade — não pelo governo
H1B (trabalho especializado) Sem teste formal — avaliado na entrevista e pelo perfil profissional
K1 (noivo/cônjuge de cidadão americano) Sem teste formal — avaliado na entrevista consular
Green Card (residência permanente) Sem teste de inglês na maioria das categorias — exceção é o teste de cidadania, anos depois

Isso significa que, para os EUA, a pergunta certa não é "qual teste o governo exige", e sim "qual teste minha universidade ou meu empregador exige". Sempre confirme diretamente com a instituição de destino antes de agendar qualquer exame.

Uma exceção relevante é a Loteria de Vistos (Diversity Visa), que não exige nenhum teste de inglês formal — a seleção é por sorteio, e o inglês só se torna relevante depois, para adaptação no país. Já para vistos de trabalho como o O-1 (habilidade extraordinária), a proficiência costuma ser avaliada de forma indireta, por entrevista e histórico profissional, não por um teste padronizado específico exigido pelo governo.

Na prática, a maioria das universidades americanas de médio e alto prestígio pede um TOEFL entre 79 e 100 pontos (numa escala de 0 a 120) ou IELTS entre 6.0 e 7.0 para admissão em graduação — as instituições mais seletivas costumam pedir pontuações ainda mais altas. Vale sempre checar diretamente na página de admissão internacional de cada universidade, já que o requisito varia bastante mesmo dentro do mesmo país.

Para programas de MBA e pós-graduação em áreas de negócios, é comum que a exigência de inglês venha combinada com outro exame específico da área (como o GMAT ou o GRE), então o teste de inglês costuma ser só uma parte do pacote de admissão, não o único critério avaliado — vale planejar o cronograma de estudo considerando todos os exames exigidos juntos, não um de cada vez.

Teste de inglês para visto do Reino Unido (SELT)

O Reino Unido tem o processo mais rígido entre os quatro países: só aceita testes da lista oficial SELT (Secure English Language Test), aplicados por provedores especificamente aprovados pelo governo britânico — um IELTS acadêmico comum, por exemplo, não serve para fins de visto, mesmo sendo um IELTS válido para universidade.

Teste SELT aprovado Aplicador
IELTS for UKVI British Council / IDP (sessão específica para visto)
PTE Home Pearson (versão específica para visto do Reino Unido)

O nome do teste na sua tela de agendamento precisa dizer explicitamente "for UKVI" ou o equivalente SELT — se você agendar um IELTS Academic comum achando que serve para visto britânico, vai precisar refazer o exame do zero, com custo e tempo perdidos.

O sistema SELT existe justamente para garantir segurança e integridade no processo — os centros aprovados seguem protocolos rígidos de identificação e monitoramento, incluindo verificação biométrica em alguns casos, pensados para evitar fraude em processos de imigração. Isso explica por que o Reino Unido não aceita simplesmente qualquer aplicação do mesmo teste: mesmo com conteúdo idêntico, uma sessão sem esses protocolos específicos não atende ao requisito legal do visto.

O Reino Unido também usa uma escala própria chamada CEFR (a mesma referência usada em cursos de inglês pelo mundo) para definir o nível mínimo por categoria de visto — vistos de trabalho costumam pedir B1, enquanto vistos de cônjuge ou parceiro podem pedir A1 ou A2, dependendo da fase do processo. Entender a conversão entre a banda do IELTS e o nível CEFR correspondente ajuda a mirar a pontuação certa sem estudar além do necessário.

Teste de inglês para visto do Canadá

O Canadá organiza a exigência de inglês em torno do CLB (Canadian Language Benchmark), uma escala de 1 a 12 que converte a pontuação de cada teste aceito num nível comum, usado para pontuar no sistema Express Entry.

Teste aceito Uso principal
IELTS General Training Express Entry, residência permanente
CELPIP General Express Entry, cidadania (feito só no Canadá ou por convite)
PTE Core Express Entry (aceito desde 2023)
CELPIP General LS Alguns programas provinciais específicos (só listening e speaking)
TOEFL iBT Não aceito para imigração — só para admissão universitária

Quanto mais alto o CLB atingido, mais pontos no sistema de seleção — por isso muitos candidatos refazem o teste de imigração canadense mais de uma vez, não porque reprovaram, mas para subir de faixa e aumentar a pontuação total do perfil.

Vale entender a lógica por trás disso: o Express Entry funciona por pontuação competitiva (CRS — Comprehensive Ranking System), não por aprovação simples de sim ou não. Um CLB 9 rende bem mais pontos que um CLB 7, mesmo que os dois "passem" no requisito mínimo — por isso, para quem está próximo da nota de corte dos "convites" (draws) periódicos, cada ponto extra de inglês pode ser a diferença entre ser chamado ou continuar esperando.

O cônjuge que acompanha o requerente principal também pode contribuir com pontos extras ao demonstrar proficiência em inglês, mesmo não sendo o candidato principal do processo. Muitos casais brasileiros fazem o teste os dois, mesmo quando só um precisaria tecnicamente, justamente para maximizar a pontuação total do perfil familiar no sistema Express Entry.

Teste de inglês para visto da Austrália

A Austrália tem a lista mais ampla de testes aceitos entre os quatro países, o que dá mais flexibilidade de escolha — mas a pontuação mínima exigida varia bastante conforme o subclass de visto.

Teste aceito Observação
IELTS (Academic ou General) Mais tradicional, aceito para praticamente todos os vistos
PTE Academic Popular pela rapidez do resultado
TOEFL iBT Aceito, menos comum entre candidatos brasileiros
Cambridge C1 Advanced / C2 Proficiency Aceito, com a vantagem de não ter prazo de validade em alguns contextos
Duolingo English Test Aceito para alguns subclasses de visto de estudante desde 2023

Para trabalho qualificado e residência permanente, a pontuação exigida costuma ser mais alta que para visto de estudante — vale checar o subclass exato do visto pretendido no site do Department of Home Affairs antes de decidir qual teste e qual nota mirar.

Um detalhe que favorece o candidato brasileiro: a Austrália reconhece o "competent English" (nível funcional) como um patamar já suficiente para vários vistos de trabalho qualificado, sem exigir um nível "proficient" ou "superior" mais alto — a não ser que o candidato queira pontos extras no sistema de pontuação por habilidades (SkillSelect), caso em que provar um nível mais alto de inglês soma pontos adicionais relevantes para a seleção.

A Austrália também aceita, em alguns casos, a comprovação de inglês por meio de estudo prévio integral em inglês (por exemplo, cinco anos consecutivos de escola secundária num país de língua inglesa), dispensando o teste formal. Essa exceção raramente se aplica a brasileiros que estudaram no Brasil, mas vale conhecer caso tenha um histórico educacional internacional que se encaixe nesse critério.

Pontuação mínima por tipo de visto

A pontuação exigida varia muito conforme o tipo de visto — de forma geral, vistos de trabalho qualificado e residência permanente pedem nota mais alta que visto de estudante em curso de idioma ou graduação técnica. Isso faz sentido do ponto de vista do órgão de imigração: quem vai trabalhar ou viver permanentemente no país precisa de autonomia de comunicação muito maior do que quem vai passar alguns meses estudando um idioma, ainda em processo de aprendizado.

Tipo de visto IELTS (banda 0-9) TOEFL iBT (0-120) CLB (Canadá)
Estudante — curso de idioma 4.5 - 5.5 Não aplicável Não aplicável
Estudante — graduação 6.0 - 6.5 79 - 100 Não aplicável
Estudante — pós-graduação 6.5 - 7.5 90 - 110 Não aplicável
Trabalho qualificado 6.0 - 7.0 Varia CLB 7 - 9
Residência permanente (Express Entry) 6.0+ por seção Não aceito CLB 7+ (quanto mais alto, mais pontos)
Cidadania (após anos como residente) Não aplicável na maioria dos casos Não aplicável CLB 4-5 (Canadá, requisito reduzido)

Esses números são referência geral, não substituem a checagem oficial — cada universidade, empregador ou categoria de visto tem seu próprio requisito específico, que pode ser mais alto ou mais baixo que a média apresentada aqui. Se você ainda não sabe em qual faixa está, o guia de níveis de inglês (CEFR) ajuda a traduzir onde você está hoje para a escala usada nesses testes.

Um erro de leitura comum é confundir "pontuação mínima geral" com "pontuação mínima por seção". Muitos vistos de trabalho e residência exigem as duas coisas ao mesmo tempo: uma média geral (por exemplo, banda 6.0 no IELTS) e uma nota mínima em cada uma das quatro habilidades individualmente. Um candidato pode ter média 6.5 e ainda ser desqualificado se a nota de writing ficou em 5.5, abaixo do piso exigido para aquela seção específica — por isso vale sempre ler o requisito completo, não só o número da média geral.

Validade do resultado e quando refazer o teste

A maioria dos testes de inglês para visto tem validade de 2 anos a partir da data do resultado — depois disso, o órgão de imigração ou a universidade não aceita mais o certificado, mesmo que seu inglês tenha melhorado desde então.

Teste Validade padrão
IELTS 2 anos
TOEFL iBT 2 anos
CELPIP 2 anos
PTE Academic 2 anos
Duolingo English Test 2 anos

Vale planejar o timing do teste com cuidado: fazer o exame cedo demais no processo corre o risco de o resultado vencer antes de você conseguir usá-lo (processos de imigração podem levar mais de um ano). Fazer tarde demais corre o risco de faltar tempo para refazer, caso a pontuação não saia como esperado. O ponto ideal costuma ser entre 6 e 12 meses antes da submissão final do processo.

Um detalhe importante: a validade de 2 anos normalmente se conta a partir da data do teste, não da data em que você recebeu o resultado ou submeteu o processo. Alguns órgãos de imigração também exigem que o teste esteja válido não só na data de submissão do processo, mas também na data de uma eventual entrevista ou decisão final — o que pode acontecer meses depois. Vale sempre calcular a validade com folga, não no limite exato dos 2 anos.

Uma dúvida frequente é se dá para "guardar" um resultado bom para usar em mais de um processo — a resposta é sim, desde que dentro da validade: o mesmo certificado de IELTS General Training, por exemplo, pode ser usado tanto num processo de imigração quanto num pedido de emprego que exija comprovação de inglês, sem necessidade de refazer o teste para cada finalidade separadamente.

Quanto custa cada teste

Os preços variam por país e por câmbio, mas a ordem de grandeza ajuda a planejar o orçamento do processo.

Teste Custo aproximado (Brasil)
IELTS R$ 1.100 - R$ 1.400
TOEFL iBT US$ 200 - US$ 250 (~R$ 1.100 - R$ 1.400)
CELPIP CAD 280 - 300 (~R$ 1.100 - R$ 1.200)
PTE Academic US$ 200 - US$ 240 (~R$ 1.100 - R$ 1.300)
Duolingo English Test US$ 65 (~R$ 350)
Cambridge C1 Advanced R$ 1.200 - R$ 1.500

Vale notar que a maioria dos preços é fixada em dólar, euro ou libra, então o valor final em reais oscila conforme o câmbio do dia do pagamento — um detalhe que pode fazer diferença real no orçamento de quem planeja com meses de antecedência e paga só perto da data do teste.

O Duolingo English Test se destaca pelo preço bem mais baixo, mas lembre-se: economia só vale a pena se o teste for aceito para o seu propósito específico. Pagar menos por um teste que não serve para o processo de imigração significa gastar duas vezes — o valor do Duolingo e depois o valor do teste que realmente era exigido.

Além da taxa de inscrição, vale orçar o custo de reagendamento (caso precise adiar por algum motivo, geralmente com taxa extra se feito fora do prazo de cortesia) e o custo de refazer o teste, caso a nota não saia como esperado. Um planejamento realista de orçamento para esse processo inclui pelo menos duas tentativas de teste, mesmo que a expectativa seja passar na primeira — isso evita que um resultado abaixo do esperado vire, além de frustração, um problema financeiro não planejado.

Alguns candidatos também não consideram o custo de materiais de preparo — livros oficiais, cursos preparatórios ou aulas particulares focadas no formato do exame. Esse investimento adicional, embora opcional, costuma reduzir a chance de precisar de uma segunda tentativa, o que na prática pode sair mais barato no total do que economizar na preparação e arriscar refazer o teste pago do zero.

Como se preparar sem desperdiçar a tentativa

Diferente de estudar inglês em geral, preparar-se para um teste específico de visto exige familiaridade com o formato da prova, não só domínio do idioma — muita gente com inglês bom tira nota abaixo do potencial por não conhecer a estrutura do exame.

Antes de entrar nas dicas específicas, vale um alerta: preparo para teste de proficiência é diferente de aprender inglês do zero. Se seu nível ainda está abaixo do intermediário, o investimento mais eficiente não é comprar material de simulado — é fortalecer a base de gramática, vocabulário e compreensão antes de treinar o formato da prova. Treinar formato sem base sólida produz ganho pequeno e caro; construir a base primeiro, mesmo que leve mais tempo, produz resultado mais consistente no teste final.

1. Faça uma prova simulada completa antes de agendar

Todos os testes principais (IELTS, TOEFL, PTE, CELPIP) oferecem simulados oficiais ou de fontes confiáveis. Fazer um simulado cronometrado antes de agendar a prova real mostra exatamente onde você está e evita a surpresa de descobrir, na hora, que 3 horas de prova ininterrupta é mais cansativo do que parece.

2. Estude o formato de cada seção separadamente

Writing de IELTS pede dois textos com estrutura específica (gráfico ou tabela, e uma redação de opinião) — escrever bem em inglês não basta se você não sabe a estrutura esperada pelos avaliadores. O mesmo vale para speaking: cada teste tem um formato de perguntas diferente, e treinar especificamente esse formato rende mais do que só "praticar conversação" de forma genérica.

3. Reserve pelo menos 8 a 12 semanas de preparo focado

Para quem já está num nível intermediário, esse prazo costuma ser suficiente para atingir a pontuação-alvo com preparo consistente (3 a 5 horas por semana). Quem está no nível básico deve considerar um prazo bem mais longo antes de agendar a prova — fazer o teste cedo demais, sem base, é dinheiro jogado fora.

4. Pratique escrita e fala com correção real

Escrita e fala são as duas seções onde erro estrutural mais custa pontos, e são também as mais difíceis de autoavaliar. Praticar com correção — de professor, de curso ou de ferramenta de análise de texto — identifica padrões de erro que passam despercebidos quando você só revisa sozinho.

5. Treine sob condição real de tempo e ambiente

Nos últimos 15-20 dias antes da prova, simule as condições reais: mesmo horário do dia da prova agendada, sem pausas extras, sem celular por perto. Muita gente que treina bem "sem pressão" trava na prova real justamente porque nunca praticou sob o mesmo nível de pressão de tempo que vai encontrar no dia — ansiedade de prova é real e também precisa ser treinada, não só o conteúdo.

6. Amplie vocabulário de temas recorrentes nos testes

Cada teste tem temas que aparecem com frequência nas seções de writing e speaking: educação, tecnologia, meio ambiente, trabalho, relações sociais. Montar um repertório de vocabulário específico para esses temas — não vocabulário genérico do dia a dia — ajuda a produzir respostas mais ricas e específicas, um dos critérios de avaliação em quase todos os testes de proficiência voltados para fins acadêmicos ou de imigração.

7. Peça feedback de alguém que já fez o mesmo teste

Conversar com quem já passou pelo mesmo exame — em fóruns específicos, grupos de estudo ou comunidades de imigração — traz detalhes práticos que raramente aparecem nos materiais oficiais: como é a sala de aplicação, o que os avaliadores costumam valorizar na correção, quais erros comuns derrubam a nota de brasileiros especificamente. Esse tipo de informação de "quem já passou" soma valor real ao lado do estudo técnico do conteúdo. Só tenha cuidado ao filtrar essas informações: relato de experiência é útil como complemento, mas regras oficiais de pontuação e aceitação sempre devem ser confirmadas na fonte primária, não em relatos de terceiros, por mais bem intencionados que sejam.

Erros comuns de brasileiro nesse processo

❌ Erro comum ✅ Como evitar
Agendar a versão errada do teste (Academic em vez de General Training, por exemplo) Confirmar com o órgão de destino exatamente qual versão é exigida, antes de pagar
Assumir que TOEFL serve para imigração no Canadá Checar a lista oficial do IRCC — só IELTS General, CELPIP e PTE Core valem
Deixar para agendar o teste em cima do prazo final Agendar com 2-3 meses de antecedência — vagas de horário bom esgotam rápido
Estudar inglês geral sem treinar o formato específico da prova Fazer simulados cronometrados no formato real do exame escolhido
Deixar o resultado vencer antes de submeter o processo Planejar a data do teste considerando a validade de 2 anos e o prazo do processo
Confiar em blog ou fórum em vez do site oficial do órgão de imigração Checar sempre a fonte primária — regras mudam e um post desatualizado pode induzir erro caro
Levar documento de identidade vencido ou com nome diferente do usado no cadastro Conferir o regulamento de identificação do teste com antecedência — muitos exigem passaporte válido
Não entender que a nota de corte de cada seção pode ser diferente da média geral Ler o requisito completo do processo, não só o número da banda ou pontuação geral divulgada
Achar que qualquer versão do PTE (Academic, Home, Core) serve para qualquer processo Confirmar qual versão específica do PTE o destino exige — elas não são intercambiáveis

O denominador comum de quase todos esses erros é o mesmo: decidir qual teste fazer antes de confirmar exatamente o que o destino exige, em vez de confirmar primeiro e agendar depois. Essa ordem invertida é responsável pela maior parte do dinheiro desperdiçado nesse processo.

Sobre identificação: o nome completo usado no cadastro do teste precisa ser idêntico ao do passaporte que será usado no processo de visto — divergência de acentuação, abreviação de nome do meio ou ordem de sobrenomes pode gerar problema na hora de vincular o certificado ao processo de imigração. Vale conferir esse detalhe no momento da inscrição, não depois de já ter feito a prova.

Exercício: identifique o erro em cada situação

Leia cada situação e identifique qual erro comum (dos listados acima) a pessoa está prestes a cometer.

  1. Marina vai imigrar para o Canadá e agendou o TOEFL porque "é o teste mais famoso".
  2. Pedro precisa de visto de trabalho no Reino Unido e fez um IELTS Academic num centro qualquer, sem verificar se era sessão UKVI.
  3. Ana está no nível A2 de inglês e já agendou o IELTS para daqui a 3 semanas.
  4. Carlos fez o teste há 1 ano e 10 meses e só agora está juntando a documentação do processo de imigração.
Ver respostas
  1. Marina vai perder o investimento — o TOEFL não é aceito para imigração no Canadá. Ela precisa refazer com IELTS General Training, CELPIP ou PTE Core.
  2. Pedro provavelmente vai ter o resultado recusado — visto de trabalho do Reino Unido exige teste SELT (IELTS for UKVI ou PTE Home), não IELTS Academic comum.
  3. Ana agendou cedo demais sem base suficiente — nível A2 está longe da pontuação mínima da maioria dos vistos; ela deveria adiar o agendamento e focar em elevar o nível primeiro.
  4. Carlos está no limite: se o processo demorar mais alguns meses para ser concluído (incluindo possível entrevista), o resultado pode vencer no meio do caminho — vale considerar refazer o teste antes de submeter.

Exercício: qual teste você deveria fazer?

Para cada cenário abaixo, identifique qual teste (ou testes) seria mais indicado.

  1. Você quer imigrar para o Canadá pelo Express Entry e busca o processo mais rápido possível.
  2. Você foi aceito numa universidade americana e ela pede TOEFL ou IELTS.
  3. Você precisa de visto de trabalho para o Reino Unido.
  4. Você quer estudar na Austrália num curso técnico de curta duração.
  5. Você prefere economizar e fazer o teste de casa, mas ainda não sabe se será para universidade ou para visto de trabalho.
Ver respostas
  1. CELPIP — resultado mais rápido (cerca de 4 dias) e formato pensado para o contexto canadense; PTE Core também é uma opção válida.
  2. TOEFL ou IELTS Academic — qualquer um dos dois costuma ser aceito; escolha o que você já tem mais familiaridade de formato.
  3. IELTS for UKVI ou PTE Home — precisa ser especificamente a versão SELT aprovada, não o IELTS Academic comum.
  4. IELTS General ou PTE Academic — ambos aceitos pela Austrália; a pontuação exigida para curso técnico costuma ser mais baixa que para graduação.
  5. Depende — confirme o propósito antes de escolher: se for para universidade, o Duolingo English Test de casa é uma opção econômica; se for para visto de trabalho, o Duolingo provavelmente não serve, e vale investir num teste com aceitação mais ampla desde o início.

Perceba o padrão nas quatro respostas: a decisão nunca depende só do teste em si, depende do cruzamento entre país de destino e tipo de visto. É esse cruzamento, não uma preferência pessoal por um teste ou outro, que deveria guiar sua escolha final antes de agendar e pagar qualquer exame.

Se depois desse exercício você ainda ficou com dúvida sobre o cenário do seu próprio processo, escreva as três informações-chave num papel antes de pesquisar mais: (1) país de destino, (2) tipo exato de visto ou categoria de imigração, (3) se é para fins acadêmicos ou de trabalho/residência. Com essas três respostas em mãos, a busca pelo teste certo na fonte oficial fica muito mais direcionada do que pesquisar "melhor teste de inglês" de forma genérica.

Guarde essas três respostas junto com a data-limite do seu processo — os dois dados juntos formam o roteiro completo para decidir quando agendar, quanto tempo reservar para estudo e qual pontuação mirar, sem precisar refazer essa pesquisa do zero cada vez que uma nova dúvida aparecer ao longo do processo.

Perguntas frequentes sobre teste de inglês para visto

Qual é o teste de inglês mais aceito para visto?

O IELTS é o mais aceito globalmente, reconhecido pelos quatro principais destinos (EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália). Ainda assim, cada país tem sua própria lista oficial, então "mais aceito no geral" não significa "aceito para o seu caso específico" — sempre confirme antes de agendar.

TOEFL serve para visto de imigração no Canadá?

Não. Para o processo de imigração do Canadá (Express Entry), só são aceitos IELTS General Training, CELPIP e PTE Core. O TOEFL é aceito apenas para fins de admissão universitária em algumas instituições canadenses, não para o processo de imigração em si.

Qual a diferença entre IELTS Academic e General Training?

Academic é voltado para admissão universitária e tem textos mais técnicos nas seções de leitura e escrita. General Training é voltado para imigração e trabalho, com textos e situações mais cotidianas. Listening e speaking são idênticos nas duas versões.

O Duolingo English Test serve para pedir visto?

Depende do propósito. Para admissão universitária, é aceito por milhares de instituições. Para imigração e visto de trabalho, a aceitação ainda é limitada — a maioria dos órgãos de imigração dos principais destinos ainda não o inclui na lista oficial.

Por quanto tempo o resultado do teste vale?

A maioria dos testes (IELTS, TOEFL, PTE, CELPIP, Duolingo) tem validade de 2 anos a partir da data do resultado. Depois desse prazo, é preciso refazer o exame, mesmo que seu nível de inglês continue o mesmo ou tenha melhorado.

Quanto tempo leva para se preparar para o teste?

Para quem já está em nível intermediário, 8 a 12 semanas de preparo focado (3 a 5 horas semanais) costumam ser suficientes para atingir a pontuação-alvo. Quem está em nível básico deve considerar um prazo mais longo antes de agendar a prova oficial.

Posso refazer o teste se não atingir a pontuação necessária?

Sim, todos os testes permitem refazer quantas vezes forem necessárias, mediante pagamento de nova taxa. Não há limite oficial de tentativas, mas cada teste tem intervalo mínimo entre uma aplicação e outra (geralmente alguns dias a poucas semanas).

Qual teste tem o resultado mais rápido?

PTE Academic e Duolingo English Test costumam liberar resultado em até 48 horas. CELPIP libera em cerca de 4 dias úteis. IELTS e TOEFL costumam levar de 6 a 13 dias, dependendo da modalidade (papel ou computador).

O que acontece se eu ficar doente no dia do teste?

A maioria dos aplicadores oferece política de reagendamento por motivo médico, geralmente mediante atestado apresentado dentro de um prazo curto (normalmente 5 dias) após a data original. As regras variam por aplicador, então vale ler a política de cancelamento e reagendamento no momento da inscrição, antes de precisar dela.

A nota do teste pode ser contestada se eu discordar do resultado?

Sim, a maioria dos testes oferece um processo de recontagem ou reavaliação (enquiry on results, no caso do IELTS), mediante pagamento de uma taxa, geralmente reembolsada se a nota mudar. O prazo para solicitar costuma ser de poucas semanas após a divulgação do resultado original.

Preciso fazer o teste no Brasil ou pode ser em outro país?

A maioria dos testes tem centros de aplicação em várias cidades brasileiras, então não é necessário viajar. Exceções específicas (como algumas modalidades do CELPIP) podem exigir aplicação dentro do Canadá — vale confirmar a disponibilidade de centros no Brasil antes de escolher o teste.

O que acontece se eu errar a versão do teste?

O resultado simplesmente não será aceito pelo órgão de destino, mesmo com nota alta — será necessário agendar e pagar novamente pela versão correta. Não existe conversão ou aproveitamento entre versões diferentes do mesmo teste.

Cambridge C1 Advanced serve para visto?

Serve para alguns destinos, principalmente Austrália e Reino Unido em contextos específicos, com a vantagem de não ter prazo de validade em certas aplicações. Para Canadá e a maioria dos vistos americanos, não é o teste padrão exigido.

Preciso comprovar inglês se meu cônjuge já tem o visto aprovado?

Depende do país e da categoria de visto. Em muitos processos de imigração familiar (como reunião familiar no Canadá), o requerente principal precisa comprovar inglês, mas dependentes podem ter exigência reduzida ou dispensada. Sempre confirme a regra específica da categoria de visto sendo usada, já que isso varia bastante.

Falantes de inglês nativo ou de países de língua inglesa precisam fazer teste?

Muitos processos dispensam o teste para cidadãos de países como EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, ou para quem cursou ensino médio/superior integralmente em inglês. Brasileiros normalmente não se enquadram nessa isenção, salvo exceções documentadas caso a caso.

Existe teste de inglês gratuito aceito para visto?

Não. Todos os testes oficialmente aceitos para fins de visto e imigração são pagos, justamente porque envolvem aplicação controlada, verificação de identidade e certificação reconhecida internacionalmente. Ferramentas gratuitas de teste de nível são úteis para autoavaliação, mas não substituem o exame oficial.

Posso fazer o teste em português e pedir tradução depois?

Não. Todos os testes de proficiência em inglês são aplicados inteiramente em inglês — instruções, perguntas e respostas. Não existe versão traduzida nem opção de fazer a prova em português com conversão posterior; a prova avalia exatamente a sua capacidade de operar no idioma sem apoio de tradução.

O que é mais difícil: a parte escrita ou a parte oral do teste?

Varia por candidato, mas de forma geral writing e speaking tendem a gerar notas mais baixas que reading e listening entre brasileiros, porque exigem produção ativa do idioma, não só compreensão. Reserve proporcionalmente mais tempo de preparo para essas duas seções se seu histórico de estudo foi mais focado em leitura e gramática do que em prática de escrita e fala.

Conclusão

A pergunta "qual teste de inglês para visto fazer" não tem resposta única — depende do país de destino, do tipo de visto e, às vezes, da instituição específica envolvida. IELTS é o mais versátil e aceito globalmente, TOEFL domina o cenário acadêmico americano, CELPIP é exclusivo do Canadá, PTE cresce em aceitação por sua rapidez, e o Duolingo English Test é a opção mais acessível para fins acadêmicos.

O erro mais caro nesse processo não é tirar nota baixa — é fazer o teste errado, ou a versão errada do teste certo. Confirmar exatamente o que o destino exige, na fonte oficial, antes de agendar e pagar, é o passo que evita a maior parte dos problemas documentados neste guia.

Vale lembrar também que este processo, por mais burocrático que pareça, tem prazo e tem fim. Milhares de brasileiros passam por exatamente esse mesmo caminho todos os anos — pesquisar, escolher o teste certo, se preparar, agendar, e eventualmente conseguir a pontuação necessária. A parte mais difícil normalmente não é o inglês em si, é a organização do processo: entender exatamente o que cada etapa exige, na ordem certa, sem pular passos por pressa ou ansiedade.

Resumo dos pontos principais

  • IELTS é o teste mais amplamente aceito, com versões Academic, General Training e for UKVI.
  • TOEFL não é aceito para imigração no Canadá — só para admissão universitária.
  • CELPIP é exclusivo do Canadá; PTE cresce em aceitação em vários destinos.
  • Duolingo English Test é aceito para fins acadêmicos, mas ainda limitado para imigração.
  • Resultados têm validade de 2 anos — planeje o timing do teste considerando o prazo do processo todo.
  • A pontuação mínima costuma ter dois níveis — média geral e mínimo por seção — leia o requisito completo, não só o número divulgado.

Próximos passos para continuar se preparando

  1. Confirme na fonte oficial (site do governo ou da universidade) exatamente qual teste e qual versão são exigidos para o seu caso.
  2. Faça o teste de nível de inglês do site para saber seu ponto de partida antes de agendar o exame oficial.
  3. Monte um cronograma de preparo de pelo menos 8 a 12 semanas, treinando o formato específico do teste escolhido.
  4. Se ainda não sabe qual nível almejar, revise o guia de níveis de inglês (CEFR) para traduzir a pontuação exigida em metas concretas de estudo.

Se o seu objetivo de fundo é viajar ou morar fora, vale complementar a preparação com vocabulário prático do dia a dia — o guia de curso de inglês para viagem cobre situações reais que vão além do que qualquer teste de proficiência avalia.

Checklist final antes de agendar

  • Confirmei o país de destino, o tipo exato de visto e a categoria do processo.
  • Verifiquei na fonte oficial (não em blog) qual teste e qual versão específica são exigidos.
  • Sei a pontuação mínima geral e a pontuação mínima por seção, se houver.
  • Calculei a validade do resultado considerando o prazo total do meu processo, com folga.
  • Reservei ao menos 8 a 12 semanas de preparo, com simulados no formato oficial da prova.
  • Orcei o custo da inscrição e de uma eventual segunda tentativa.

Marcar cada item dessa lista antes de pagar pela inscrição do teste é o resumo prático de tudo que este guia cobriu — e a forma mais confiável de transformar a burocracia do processo em um roteiro claro, em vez de uma fonte de ansiedade.

Boa sorte no processo — e lembre-se de que o teste é só uma etapa dentro de um projeto maior, seja ele estudar, trabalhar ou construir vida em outro país. Tratá-lo como um passo organizado, com prazo e critério claros, é o que separa quem avança sem sobressaltos de quem se perde em burocracia e prazo perdido.