Verbo To Be: Guia Completo para Iniciantes
Se tem um verbo em inglês que você precisa dominar antes de qualquer outro, é o verbo to be. Ele aparece em praticamente toda frase — para dizer quem você é, onde está, como se sente, que horas são. E é justamente por estar em todo lugar que ele confunde tanto o iniciante brasileiro: em português, um único verbo ("ser" ou "estar") já dá conta do recado; em inglês, é preciso escolher entre am, is e are, e depois lembrar que ele muda de novo no passado.
A boa notícia é que o verbo to be, apesar de estar em todo lugar, é também um dos mais simples de aprender — porque ele segue um padrão fixo, sem as irregularidades malucas de outros verbos em inglês. Aprender esse padrão uma vez resolve centenas de frases diferentes.
O problema é que a maioria do material didático te entrega a tabela de conjugação (I am, you are, he is...) e para por aí — sem explicar quando usar "ser" e quando usar "estar" com o mesmo verbo, sem mostrar os erros que todo brasileiro comete (como usar "have" em vez de "to be" para idade e sentimentos), e sem treinar de verdade a forma negativa e interrogativa, que é onde a maioria trava.
Neste guia, você vai aprender o verbo to be do início: o que ele significa, como conjugar no presente e no passado, como fazer frases afirmativas, negativas e perguntas, as contrações que todo falante nativo usa, os erros mais comuns de brasileiro, e como praticar até isso ficar automático.
Tem tabela de conjugação completa, exemplos com tradução em cada regra, três blocos de exercício com gabarito e as perguntas que mais aparecem sobre o tema.
Verbo to be: resposta rápida
O verbo to be significa "ser" ou "estar" em português, e é o verbo mais usado do inglês. No presente, ele muda de forma conforme o sujeito: am (com "I"), is (com he, she, it) e are (com you, we, they). No passado, vira was (I, he, she, it) e were (you, we, they).
- Afirmativa: I am happy. — Eu estou feliz.
- Negativa: I am not tired. — Eu não estou cansado.
- Interrogativa: Are you ready? — Você está pronto?
- Passado: She was here yesterday. — Ela estava aqui ontem.
- Usado para: identidade, características, localização, idade, sentimentos, horas, clima.
O que é o verbo to be e por que ele é tão importante
O verbo to be é o verbo de ligação mais básico do inglês — ele conecta o sujeito da frase a uma informação sobre ele: quem é, como está, onde se encontra. É o equivalente aos verbos "ser" e "estar" do português, só que, diferente do português, o inglês usa um único verbo para os dois sentidos.
Ele aparece em mais frases do que qualquer outro verbo em inglês, porque está por trás de estruturas que você usa toda hora: dizer seu nome ("I am Maria"), descrever alguém ("She is tall"), falar de localização ("We are at home"), e até formar outros tempos verbais, como o presente contínuo ("I am studying").
| Uso | Exemplo |
|---|---|
| Identidade | I am a teacher. — Eu sou professor. |
| Característica | She is intelligent. — Ela é inteligente. |
| Localização | They are in Brazil. — Eles estão no Brasil. |
| Sentimento/estado | He is happy. — Ele está feliz. |
Por estar em toda parte, aprender o verbo to be bem — não só decorar a tabela, mas entender o padrão — é o primeiro degrau real da construção de frases em inglês. Sem ele, é impossível fazer boa parte das frases mais básicas do idioma.
Vale entender também por que os professores de inglês sempre começam por esse verbo, mesmo em cursos com abordagens bem diferentes entre si. A razão é simples: o verbo to be é a base gramatical de outras estruturas importantes, como o presente contínuo ("I am studying"), a voz passiva ("The book was written by...") e algumas formas de futuro ("I am going to travel"). Aprender bem o to be logo no início economiza retrabalho depois, quando essas estruturas mais avançadas aparecerem.
Outro motivo para dar atenção especial a esse verbo: ele aparece nas primeiras frases que qualquer curso, livro ou aplicativo de inglês ensina — "Hello, I am...", "What is your name?", "Where are you from?". Dominar o to be cedo dá uma sensação real de progresso, o que ajuda a manter a motivação nas primeiras semanas de estudo, que costumam ser as mais decisivas para quem está começando.
Vale lembrar também que o verbo to be não é exclusividade do inglês "básico" — ele continua aparecendo em textos avançados, discursos formais, artigos acadêmicos e negociações de trabalho. A diferença entre o iniciante e o avançado não é usar menos to be, é usar as estruturas ao redor dele (vocabulário mais rico, frases mais elaboradas) com mais precisão e naturalidade.
Ser ou estar: como o inglês resolve com um verbo só
Em português, "ser" e "estar" são verbos diferentes, com sentidos diferentes: "ser" fala de característica permanente ("eu sou brasileiro"), "estar" fala de estado temporário ("eu estou cansado"). O inglês simplesmente não faz essa distinção gramatical — os dois viram to be.
| Português | Inglês |
|---|---|
| Eu sou médico. (permanente) | I am a doctor. |
| Eu estou cansado. (temporário) | I am tired. |
| Ela é alta. (permanente) | She is tall. |
| Ela está em casa. (temporário) | She is at home. |
Isso é, na verdade, uma boa notícia para quem está começando: você não precisa decidir entre dois verbos diferentes como faz em português — é sempre to be, seja a informação permanente ou temporária. O contexto da frase (a palavra depois do verbo) é que indica se estamos falando de característica ou estado.
A única armadilha é o caminho inverso: quando você já sabe inglês e volta para o português, pode ficar tentado a usar "ser" ou "estar" de forma errada por associar automaticamente com "to be" — mas essa é uma confusão rara, que se resolve naturalmente com o tempo.
Vale notar que existem algumas línguas (como o espanhol, com "ser" e "estar" também separados) onde essa distinção do português se repete — mas o inglês está mais alinhado, nesse ponto específico, com idiomas como o alemão e o francês, que também usam um único verbo de ligação principal. Não é uma peculiaridade do inglês sozinho; é uma simplificação que vários idiomas europeus compartilham.
Um exercício mental simples para internalizar essa ideia: sempre que for traduzir uma frase do português para o inglês e tiver dúvida entre "ser" e "estar", lembre que a resposta em inglês é sempre a mesma — to be. Você só precisa se preocupar com qual das três formas (am, is, are) usar, não com qual dos dois verbos escolher.
Existe uma exceção que vale mencionar rapidamente: algumas frases com "estar" em português usam um verbo diferente de to be em inglês quando a ideia central é de ação em progresso, não de estado. "Estou estudando" vira "I am studying" (aqui o "to be" é auxiliar do presente contínuo, não o verbo principal da frase) — um uso relacionado, mas gramaticalmente diferente do que este guia cobre em detalhe.
Conjugação do verbo to be no presente: am, is, are
A conjugação do verbo to be no presente segue um padrão fixo baseado no sujeito da frase — é uma das poucas conjugações do inglês que não tem exceção nenhuma. Aprenda essa tabela de cor: ela é a base de quase tudo que vem depois neste guia.
| Sujeito | Verbo to be | Exemplo |
|---|---|---|
| I (eu) | am | I am Brazilian. — Eu sou brasileiro. |
| You (você/vocês) | are | You are welcome. — Você é bem-vindo. |
| He (ele) | is | He is my brother. — Ele é meu irmão. |
| She (ela) | is | She is a doctor. — Ela é médica. |
| It (ele/ela — objeto/animal) | is | It is a nice day. — É um dia bonito. |
| We (nós) | are | We are friends. — Nós somos amigos. |
| They (eles/elas) | are | They are at school. — Eles estão na escola. |
Repare no padrão: "am" é exclusivo do "I", "is" é para o singular na terceira pessoa (he, she, it), e "are" cobre "you" (mesmo no singular) e todos os plurais (we, they). Só três formas para cobrir todos os sujeitos possíveis — bem mais simples do que parece à primeira vista.
Um detalhe que vale reforçar: "you" em inglês não distingue singular de plural (diferente do português, que tem "você" e "vocês") — por isso "you are" serve tanto para falar com uma pessoa quanto com um grupo. O contexto da conversa é que deixa claro se você está se referindo a uma ou várias pessoas.
E quando o sujeito não é um pronome?
Quando o sujeito da frase é um nome próprio ou um substantivo (não um pronome como I, you, he), a regra continua a mesma — só é preciso identificar se aquele sujeito seria substituído por "he/she/it" (singular, usa "is") ou por "they" (plural, usa "are").
| Sujeito | Verbo | Exemplo |
|---|---|---|
| Maria (= she) | is | Maria is my sister. — Maria é minha irmã. |
| The book (= it) | is | The book is interesting. — O livro é interessante. |
| My parents (= they) | are | My parents are doctors. — Meus pais são médicos. |
| The students (= they) | are | The students are here. — Os estudantes estão aqui. |
Esse truque de "substituir mentalmente pelo pronome equivalente" funciona para qualquer sujeito, mesmo os mais complexos, e evita o erro comum de usar "is" com sujeitos plurais só porque a frase "parece" no singular à primeira vista.
Cuidado com sujeitos compostos
Quando dois ou mais sujeitos se conectam com "and" (e), a frase quase sempre exige "are", porque o conjunto se torna plural — mesmo que cada sujeito, sozinho, use "is".
Maria and João are my friends.
Maria e João são meus amigos. (não "Maria and João is", mesmo com
cada nome individualmente pedindo "is")
My mother and I are going to the party.
Minha mãe e eu vamos à festa. (mesmo com "I" no meio, o conjunto vira
"we", exigindo "are")
Esse é um erro sutil, mas comum: como cada nome sozinho usaria "is" (Maria is / João is), o cérebro tenta manter esse padrão mesmo depois de juntá-los com "and" — mas a soma de dois sujeitos sempre vira plural, exigindo "are".
Forma afirmativa: como montar a frase
A estrutura da forma afirmativa com o verbo to be é a mais simples de todo o inglês: sujeito + verbo to be + complemento. Não existe auxiliar, não existe conjugação extra — é só escolher a forma certa do verbo (am, is ou are) e seguir em frente.
I am a student.
Eu sou estudante.
My sister is 20 years old.
Minha irmã tem 20 anos.
We are ready for the trip.
Estamos prontos para a viagem.
O complemento depois do verbo to be pode ser um substantivo ("a teacher"), um adjetivo ("happy"), uma expressão de lugar ("at home") ou uma expressão de tempo ("late"). O verbo continua o mesmo — só o complemento muda o sentido da frase.
| Tipo de complemento | Exemplo |
|---|---|
| Substantivo | He is a doctor. — Ele é médico. |
| Adjetivo | The movie is boring. — O filme é chato. |
| Expressão de lugar | The keys are on the table. — As chaves estão na mesa. |
| Expressão de tempo | The meeting is at 3pm. — A reunião é às 15h. |
Um detalhe importante: diferente de outros verbos em inglês, o verbo to be não precisa de um verbo auxiliar (como "do" ou "does") para formar negativas e perguntas — ele funciona como seu próprio auxiliar. Essa característica o torna único entre os verbos ingleses, e é justamente isso que torna a estrutura afirmativa dele tão direta.
Vale comparar rapidamente com um verbo comum, para entender essa diferença: com o verbo "like" (gostar), a negativa exige o auxiliar "do" ("I do not like coffee"). Com o verbo to be, não existe esse passo extra — "I am not tired" já está completo, sem precisar de nenhuma palavra auxiliar adicional. Essa simplicidade estrutural é um dos motivos pelos quais o to be costuma ser o primeiro verbo ensinado em qualquer curso de inglês.
Essa mesma lógica se aplica à forma interrogativa: perguntas com verbos comuns também precisam do auxiliar "do/does" ("Do you like coffee?"), enquanto perguntas com to be dispensam esse auxiliar por completo ("Are you tired?"). Entender essa diferença cedo evita um erro futuro muito comum: tentar usar "do/does" com o verbo to be ("Do you are tired?"), o que está sempre errado.
Contrações do verbo to be (I'm, you're, she's...)
No inglês falado e escrito informalmente, é muito comum contrair o sujeito com o verbo to be, unindo as duas palavras com um apóstrofo. Falantes nativos usam contrações o tempo todo — soar natural em inglês passa por aprender essas formas.
| Forma completa | Contração | Exemplo |
|---|---|---|
| I am | I'm | I'm from Brazil. — Eu sou do Brasil. |
| You are | You're | You're right. — Você está certo. |
| He is | He's | He's my friend. — Ele é meu amigo. |
| She is | She's | She's busy. — Ela está ocupada. |
| It is | It's | It's cold today. — Está frio hoje. |
| We are | We're | We're late. — Estamos atrasados. |
| They are | They're | They're students. — Eles são estudantes. |
As contrações são normais em qualquer contexto falado e na maioria dos textos escritos informais (mensagens, e-mails do dia a dia, redes sociais). Em textos muito formais — um contrato, uma redação acadêmica — costuma-se preferir a forma completa (I am, you are), mas nenhuma das duas está "errada".
Para quem está aprendendo, vale um conselho prático: escreva com a forma completa nas primeiras semanas de estudo, para fixar bem a conjugação (am, is, are), e só depois passe a usar as contrações no dia a dia. Pular direto para as contrações antes de internalizar a forma completa pode confundir, porque fica mais difícil identificar qual verbo está "escondido" dentro da contração quando você ainda não tem certeza da conjugação de cor.
Vale notar uma pegadinha comum de leitura: "it's" pode ser contração tanto de "it is" quanto de "it has" (em outros contextos gramaticais fora do escopo deste guia). Ao ler "it's" numa frase, o contexto ao redor normalmente deixa claro qual das duas opções está em jogo — mas vale saber que essa ambiguidade visual existe.
Na fala, as contrações não são opcionais — falantes nativos quase nunca dizem "I am" completo numa frase comum, a não ser para dar ênfase especial ("I am ready!", com força na voz). Se você só treina com a forma completa, seu inglês falado pode soar artificial ou robótico, mesmo estando gramaticalmente correto.
Forma negativa: como dizer que algo não é
Para negar uma frase com o verbo to be, basta adicionar not logo depois do verbo — sem precisar de nenhum auxiliar extra, diferente da maioria dos outros verbos em inglês.
Sujeito + verbo to be + not + complemento
| Forma completa | Contração | Exemplo |
|---|---|---|
| I am not | I'm not | I'm not tired. — Eu não estou cansado. |
| You are not | You aren't / You're not | You aren't late. — Você não está atrasado. |
| He is not | He isn't / He's not | He isn't home. — Ele não está em casa. |
| She is not | She isn't / She's not | She isn't from here. — Ela não é daqui. |
| It is not | It isn't / It's not | It isn't expensive. — Não é caro. |
| We are not | We aren't / We're not | We aren't ready. — Não estamos prontos. |
| They are not | They aren't / They're not | They aren't here. — Eles não estão aqui. |
Repare que "I am not" só tem uma contração possível (I'm not) — não existe "amn't" em inglês padrão. Já os outros pronomes têm duas opções de contração igualmente corretas: contrair o sujeito com o verbo (you're not) ou contrair o verbo com o "not" (you aren't). Os dois são usados com a mesma frequência por falantes nativos.
Uma curiosidade sobre essa lacuna do "amn't": em algumas variações informais do inglês (principalmente irlandês e escocês), essa forma chega a ser usada na fala, mas não é considerada padrão em nenhum material didático ou contexto formal — para efeito de estudo, o importante é saber que "I'm not" é sempre a resposta certa nessa posição.
Quando usar cada uma das duas contrações
Embora ambas estejam corretas, existe uma nuance de uso: a contração no verbo com "not" (isn't, aren't, wasn't, weren't) tende a soar ligeiramente mais enfática ou definitiva, enquanto a contração no sujeito com o verbo ("it's not", "you're not") soa um pouco mais neutra. Na prática do dia a dia, essa diferença é sutil o bastante para não se preocupar muito com ela no início — qualquer uma das duas formas comunica a negativa corretamente.
It's not a big deal. / It isn't a big deal.
Não é grande coisa. (as duas formas são igualmente comuns)
Forma interrogativa: como fazer perguntas
Para transformar uma frase com o verbo to be numa pergunta, a estrutura se inverte: o verbo vem antes do sujeito, não depois. É uma das diferenças mais marcantes entre inglês e português — em português, muitas vezes só a entonação já forma a pergunta.
| Afirmativa | Interrogativa |
|---|---|
| You are ready. | Are you ready? — Você está pronto? |
| She is a doctor. | Is she a doctor? — Ela é médica? |
| They are at home. | Are they at home? — Eles estão em casa? |
| It is expensive. | Is it expensive? — É caro? |
Um erro muito comum de brasileiro iniciante é manter a ordem do português e só levantar a entonação no fim da frase ("You are ready?" em vez de "Are you ready?"). Isso é entendido, mas soa incorreto — em inglês escrito e em contextos mais formais, a inversão do verbo é obrigatória.
Vale entender por que isso acontece: em português, a entonação sozinha já sinaliza uma pergunta ("você está pronto?"), então o cérebro do falante de português tenta aplicar a mesma lógica em inglês. Mas o inglês depende da estrutura gramatical, não só da entonação, para marcar uma pergunta — por isso a inversão do verbo não é opcional.
Na fala muito casual, é possível ouvir nativos usando a entonação sozinha em vez da inversão completa ("You're ready?", com entonação de pergunta), mas isso é uma escolha estilística de quem já domina a língua — para quem está aprendendo, a estrutura invertida é sempre a aposta mais segura e a que deve ser praticada primeiro.
Para perguntas com uma palavra interrogativa (what, where, who, when, why, how), essa palavra vem antes do verbo to be, que continua antes do sujeito:
Where are you from?
De onde você é?
What is your name?
Qual é o seu nome?
Palavras interrogativas mais usadas com o verbo to be
| Palavra | Tradução | Exemplo |
|---|---|---|
| What | O quê / Qual | What is this? — O que é isso? |
| Where | Onde | Where is the bathroom? — Onde é o banheiro? |
| Who | Quem | Who is that? — Quem é aquele? |
| When | Quando | When is the meeting? — Quando é a reunião? |
| Why | Por quê | Why are you late? — Por que você está atrasado? |
| How | Como | How are you? — Como você está? |
"How are you?" merece destaque especial: é provavelmente a pergunta mais comum do inglês falado, usada como cumprimento em quase todo encontro casual — muito mais uma forma de dizer "oi, tudo bem" do que uma pergunta que espera uma resposta detalhada.
Uma resposta padrão e segura para "How are you?" é "I'm fine, thank you. And you?" — mas no inglês moderno, principalmente americano, é cada vez mais comum responder de forma mais casual: "I'm good", "Pretty good, thanks", ou até só "Good, you?". Todas essas variações são aceitáveis; a resposta mais formal do livro didático não é obrigatória em conversas do dia a dia.
Vale notar que "How are you?" também pode ser respondida com um adjetivo negativo, dependendo da situação real: "Not so good, actually" (não muito bem, na verdade), "I'm okay, I guess" (estou bem, eu acho). Não existe obrigação de responder sempre de forma positiva — o importante é usar a estrutura correta do verbo to be, qualquer que seja o sentimento real por trás da resposta.
Respostas curtas (Yes, I am / No, it isn't)
Falantes nativos raramente respondem uma pergunta de sim/não só com "yes" ou "no" isolados — soa seco demais. O padrão natural é a resposta curta: "yes" ou "no" seguido do sujeito e do verbo to be (sem repetir o complemento da pergunta).
| Pergunta | Resposta curta afirmativa | Resposta curta negativa |
|---|---|---|
| Are you tired? | Yes, I am. | No, I'm not. |
| Is she a teacher? | Yes, she is. | No, she isn't. |
| Are they ready? | Yes, they are. | No, they aren't. |
Uma regrinha importante: na resposta curta afirmativa, não se usa a forma contraída — "Yes, I am" está certo, mas "Yes, I'm" soa estranho e não é usado por falantes nativos. Na resposta negativa, a contração é normal e comum: "No, I'm not" ou "No, she isn't" são as formas mais naturais.
Vale entender por que as respostas curtas são tão usadas: responder só "Yes" ou "No" pode soar seco ou até rude em inglês, especialmente em conversas educadas. A resposta curta suaviza a resposta, mantendo a naturalidade da conversa sem precisar repetir a frase inteira da pergunta — o que também soaria estranho e repetitivo.
A: Is he your brother? B: Yes, he is.
A: Ele é seu irmão? B: Sim, é.
A: Are you hungry? B: No, I'm not, thanks.
A: Você está com fome? B: Não, obrigado.
Repare que a resposta "Yes, he is" não repete "brother" — ela usa só o sujeito e o verbo, deixando implícito o resto da informação que já estava na pergunta. Esse é o padrão natural do inglês falado.
Um erro comum de quem está começando é responder repetindo a frase inteira: "Is he your brother? Yes, he is my brother." Embora não esteja tecnicamente errado, soa redundante e pouco natural — falantes nativos preferem a resposta curta, que é mais econômica e igualmente clara pelo contexto da conversa.
As respostas curtas também funcionam com "there is/are" e no passado, seguindo a mesma lógica: "Was she at the party? Yes, she was." / "Were they ready? No, they weren't."
Exercício 1: complete com am, is ou are
Complete as frases abaixo com a forma correta do verbo to be.
- I ______ a student.
- She ______ from Argentina.
- We ______ ready for the meeting.
- They ______ my neighbors.
- It ______ a beautiful day.
- You ______ very kind.
- My parents ______ doctors.
- The weather ______ nice today.
Ver respostas
- I am a student. — Eu sou estudante.
- She is from Argentina. — Ela é da Argentina.
- We are ready for the meeting. — Estamos prontos para a reunião.
- They are my neighbors. — Eles são meus vizinhos.
- It is a beautiful day. — É um dia lindo.
- You are very kind. — Você é muito gentil.
- My parents are doctors. — Meus pais são médicos. (sujeito plural, mesmo sem pronome explícito)
- The weather is nice today. — O tempo está bom hoje. ("weather" equivale a "it", singular)
Os principais usos do verbo to be no dia a dia
Conhecer a conjugação é só metade do caminho — o verbo to be aparece em situações bem específicas do dia a dia, e vale a pena praticar cada uma delas separadamente.
| Situação | Exemplo |
|---|---|
| Apresentar-se | I am Carlos. I'm from São Paulo. — Eu sou o Carlos. Sou de São Paulo. |
| Idade | I am 25 years old. — Eu tenho 25 anos. |
| Profissão | She is an engineer. — Ela é engenheira. |
| Nacionalidade | They are Brazilian. — Eles são brasileiros. |
| Horas | It is 3 o'clock. — São 3 horas. |
| Clima | It is sunny today. — Está ensolarado hoje. |
| Sentimentos/estados | I am hungry. — Eu estou com fome. |
| Localização | We are at the airport. — Estamos no aeroporto. |
Repare que o item "idade" tem uma armadilha para quem fala português: em português, dizemos "eu tenho 25 anos" (verbo ter). Em inglês, é sempre "I am 25 years old" — nunca "I have 25 years". Esse é um dos erros mais comuns de brasileiro, e vamos detalhar ele mais adiante.
Note também que "years old" pode ser omitido em alguns contextos informais, mas "years" sozinho não pode: "I am 25" é aceitável informalmente, mas "I am 25 years" (sem o "old") não é uma construção correta em inglês padrão.
Verbo to be com adjetivos de sentimento
Um grupo particularmente útil de frases com o verbo to be é o de sentimentos e estados físicos — vale memorizar os mais comuns, porque aparecem toda hora em conversas do dia a dia.
| Inglês | Tradução |
|---|---|
| I am happy. | Estou feliz. |
| I am sad. | Estou triste. |
| I am angry. | Estou bravo. |
| I am scared. | Estou com medo. |
| I am bored. | Estou entediado. |
| I am excited. | Estou animado. |
Praticamente qualquer sentimento em inglês passa pelo verbo to be seguido de um adjetivo — diferente do português, que às vezes usa "estar com" (estar com fome, estar com sono, estar com sede). Em inglês, todos esses casos viram simplesmente "to be + adjetivo": hungry, sleepy, thirsty.
Verbo to be para descrever o clima
Outro uso muito frequente do to be é para descrever o tempo/clima — em inglês, sempre com o sujeito "it", já que não existe um sujeito claro para "o tempo" na estrutura da frase (diferente do português, onde dizemos "está chovendo", sem sujeito explícito).
| Inglês | Tradução |
|---|---|
| It is sunny. | Está ensolarado. |
| It is raining. | Está chovendo. (presente contínuo, mas usa o to be como auxiliar) |
| It is cold. | Está frio. |
| It is windy. | Está ventando. |
Esse "it" sem tradução direta ("it is raining" = "está chovendo", sem um "isso" explícito em português) é chamado de "it" impessoal — ele existe só porque o inglês exige um sujeito em toda frase, mesmo quando não há um sujeito real e concreto para a ação descrita.
O mesmo "it" impessoal aparece também para falar de horas e datas — outro uso muito frequente do verbo to be no dia a dia.
| Inglês | Tradução |
|---|---|
| It is 5 o'clock. | São 5 horas. |
| It is Monday. | É segunda-feira. |
| It is January 15th. | É dia 15 de janeiro. |
O verbo to be no passado: was e were
No passado, o verbo to be tem só duas formas — mais simples ainda que no presente. Was é usado com I, he, she, it, e were é usado com you, we, they.
| Sujeito | Passado | Exemplo |
|---|---|---|
| I | was | I was tired yesterday. — Eu estava cansado ontem. |
| You | were | You were right. — Você estava certo. |
| He / She / It | was | She was at home. — Ela estava em casa. |
| We / They | were | They were happy. — Eles estavam felizes. |
A forma negativa e interrogativa no passado segue a mesma lógica do presente: adicione "not" para negar (was not / wasn't, were not / weren't), e inverta verbo e sujeito para perguntar.
She wasn't at the party.
Ela não estava na festa.
Were you at school yesterday?
Você estava na escola ontem?
O passado do verbo to be é especialmente útil para contar histórias, descrever memórias e falar sobre experiências passadas — praticamente qualquer relato de "como foi" alguma coisa passa por was/were. "The trip was amazing" (a viagem foi incrível), "The food was delicious" (a comida estava deliciosa), "The movie was boring" (o filme foi chato) são exemplos do tipo de frase que aparece constantemente em conversas sobre experiências.
Um erro muito comum é usar "was" para todos os sujeitos, inclusive you/we/they — provavelmente por analogia com o presente, onde "is" (a forma mais curta) parece mais "padrão". Vale treinar essa distinção especificamente, porque ela não tem correspondente direto e óbvio em português.
Contrações no passado
Assim como no presente, o verbo to be no passado também tem contrações — mas só na forma negativa, já que "I'm" ou "he's" não existem para o passado (não há como contrair sujeito + was/were de forma natural na fala).
| Forma completa | Contração |
|---|---|
| was not | wasn't |
| were not | weren't |
I wasn't ready for the exam.
Eu não estava pronto para a prova.
Passado interrogativo com respostas curtas
As respostas curtas também se aplicam ao passado, seguindo a mesma estrutura do presente — só trocando am/is/are por was/were.
| Pergunta | Resposta afirmativa | Resposta negativa |
|---|---|---|
| Were you at home? | Yes, I was. | No, I wasn't. |
| Was she happy? | Yes, she was. | No, she wasn't. |
There is e there are: existir em inglês
"There is" e "there are" são construções com o verbo to be que significam "há" ou "existe" em português. É uma das aplicações mais úteis do verbo to be, e costuma confundir porque não tem uma tradução palavra por palavra óbvia.
Use there is para uma coisa no singular, e there are para coisas no plural — a regra segue exatamente a lógica de is/are que você já aprendeu.
| Frase | Tradução |
|---|---|
| There is a book on the table. | Há um livro na mesa. |
| There are three chairs in the room. | Há três cadeiras na sala. |
| Is there a bathroom here? | Há um banheiro aqui? |
| There isn't any milk in the fridge. | Não há leite na geladeira. |
Note que a negativa e a interrogativa seguem exatamente o mesmo padrão do verbo to be normal: adicione "not" para negar (there isn't / there aren't), e inverta para perguntar (is there / are there).
There is/are também funciona no passado
Assim como o verbo to be normal, "there is/are" também tem versão no passado: there was (singular) e there were (plural).
There was a party at my house last weekend.
Houve uma festa na minha casa no fim de semana passado.
There were many people at the concert.
Havia muitas pessoas no show.
Um erro comum é confundir "there is/are" com "it is" ao traduzir a palavra "tem" do português, que às vezes indica existência ("tem um gato na rua" = there is a cat) e às vezes se refere a algo específico ("o gato, ele tem fome" = it is hungry — usando "have", não to be, nesse caso de posse). Prestar atenção no sentido da frase em português ajuda a escolher a estrutura certa em inglês.
There is/are com quantidades
"There is/are" combina naturalmente com expressões de quantidade — "a lot of" (muitos/muito), "some" (alguns), "no" (nenhum), "a few" (poucos) — outra estrutura muito usada no dia a dia para descrever ambientes, situações e contextos.
| Inglês | Tradução |
|---|---|
| There are a lot of people here. | Tem muita gente aqui. |
| There is some water in the bottle. | Tem um pouco de água na garrafa. |
| There is no time left. | Não sobrou tempo. |
| There are a few options. | Tem algumas opções. |
Exercício 2: was ou were?
Complete as frases abaixo com "was" ou "were".
- I ______ at the party last night.
- They ______ very happy about the news.
- She ______ tired after the trip.
- We ______ friends since childhood.
- You ______ right about the movie.
- The kids ______ at school this morning.
- My grandfather ______ a soldier in his youth.
Ver respostas
- I was at the party last night. — Eu estava na festa ontem à noite.
- They were very happy about the news. — Eles ficaram muito felizes com a notícia.
- She was tired after the trip. — Ela estava cansada depois da viagem.
- We were friends since childhood. — Nós éramos amigos desde a infância.
- You were right about the movie. — Você estava certo sobre o filme.
- The kids were at school this morning. — As crianças estavam na escola essa manhã.
- My grandfather was a soldier in his youth. — Meu avô foi soldado na juventude dele.
Erros comuns de brasileiro com o verbo to be
O verbo to be é simples de conjugar, mas gera erros previsíveis porque o português resolve essas mesmas situações com verbos diferentes (principalmente "ter"). Reconhecer esses padrões evita repeti-los.
| ❌ Errado | ✅ Correto |
|---|---|
| I have 25 years. | I am 25 years old. |
| I have hungry. | I am hungry. |
| I have tired. | I am tired. |
| I have cold. | I am cold. |
| You are ready? (sem inverter) | Are you ready? |
| She no is here. | She isn't here. |
Os quatro primeiros erros da tabela vêm de uma única confusão: em português, usamos o verbo "ter" para idade, fome, cansaço e frio ("eu tenho fome", "eu tenho frio"). Em inglês, essas mesmas ideias usam o verbo to be, nunca "have". É uma das interferências mais fortes do português no inglês de iniciante — e também uma das mais fáceis de corrigir, uma vez que você percebe o padrão.
Por que esse erro é tão comum e persistente
Vale entender a raiz desse erro para realmente superá-lo: como você já usa "ter" nessas frases há a vida inteira em português, o cérebro tenta "traduzir palavra por palavra" na hora de falar inglês sob pressão — e "ter" mentalmente vira "have" quase automaticamente. Corrigir isso exige mais do que saber a regra; exige praticar essas frases específicas até que "I am hungry" saia tão automático quanto "eu tenho fome" sai em português.
Uma técnica que ajuda bastante: sempre que perceber que vai dizer "I have" seguido de um sentimento ou estado (não um objeto), pare e troque mentalmente por "I am". Com a repetição, esse hábito de autocorreção vira automático, e o erro desaparece.
Lista rápida de expressões com "ter" em português que usam "to be" em inglês
| Português (com "ter") | Inglês (com "to be") |
|---|---|
| Ter fome | to be hungry |
| Ter sede | to be thirsty |
| Ter sono | to be sleepy |
| Ter medo | to be afraid / scared |
| Ter sorte | to be lucky |
| Ter razão | to be right |
Essa lista vale a pena guardar num lugar visível durante as primeiras semanas de estudo — são expressões extremamente comuns no dia a dia, e memorizá-las de uma vez evita ter que "pensar na regra" toda vez que uma dessas situações aparecer numa conversa real.
O quinto erro (não inverter o verbo na pergunta) e o sexto (tentar negar só com "no" em vez de "not" depois do verbo) vêm da tentativa de aplicar a estrutura do português diretamente no inglês. Como você viu nas seções anteriores, o inglês tem regras próprias e fixas para negativa e interrogativa que precisam ser aprendidas como um padrão novo, não traduzidas direto do português.
Mais dois erros que aparecem com frequência
| ❌ Errado | ✅ Correto |
|---|---|
| Where you are from? | Where are you from? |
| He are my friend. | He is my friend. |
O primeiro erro dessa tabela extra acontece quando o estudante já aprendeu que perguntas invertem o verbo e o sujeito, mas esquece de aplicar essa inversão também depois de uma palavra interrogativa como "where". A ordem correta é sempre: palavra interrogativa + verbo to be + sujeito.
O segundo erro acontece por generalizar "are" como a forma "padrão" do verbo to be, usando-a com todos os sujeitos, inclusive he/she/it — que exigem "is". Prestar atenção especificamente nessa exceção resolve o problema rapidamente.
Um erro mais avançado: confundir to be com verbos de ação
Um erro que aparece um pouco mais tarde no aprendizado, quando o estudante já está mais confiante, é usar o verbo to be onde deveria usar um verbo de ação comum. Isso acontece porque algumas frases em português usam "estar" onde o inglês prefere um verbo diferente.
| ❌ Errado | ✅ Correto |
|---|---|
| I am agree with you. | I agree with you. |
| I am like pizza. | I like pizza. |
Nesses dois casos, "agree" e "like" já são verbos completos em inglês — não precisam (e não podem) vir depois do verbo to be. A confusão surge porque, em português, poderíamos pensar em "estar de acordo" (com "estar"), mas o inglês "agree" já carrega esse sentido sozinho, sem precisar de um verbo de ligação antes.
Uma forma simples de testar se um verbo precisa do to be antes: pergunte-se se o verbo já expressa uma ação completa por si só ("agree", "like", "want", "need") ou se ele descreve um estado/ característica que depende de um verbo de ligação para fazer sentido ("happy", "tired", "a teacher"). No primeiro caso, o verbo sozinho já basta; no segundo, o to be é obrigatório antes.
Como treinar até ficar automático
Conjugar o verbo to be corretamente numa lista de exercícios é diferente de usá-lo automaticamente numa conversa real, sob pressão de tempo. Um plano simples de treino resolve essa lacuna em poucas semanas.
Semana 1: fixar a conjugação
Repita em voz alta a tabela de am/is/are e was/were todos os dias, até conseguir recitar sem pensar. Escreva 10 frases próprias por dia (sobre você, sua família, seu dia) usando o verbo to be no presente.
Semana 2: negativa e interrogativa
Pegue cada frase afirmativa que você escreveu na semana 1 e transforme em negativa e depois em pergunta. Esse exercício de "transformar a mesma frase de três jeitos" treina a estrutura sem depender de decorar frases novas toda vez.
Semana 3: conversação real
Pratique conversação em inglês respondendo perguntas simples sobre você mesmo — "What's your name?", "Where are you from?", "How old are you?" — até responder sem pausa para pensar na estrutura. É esse uso automático, não a conjugação teórica, que mostra que o aprendizado realmente aconteceu.
Se você quer uma base mais ampla de gramática ao lado do verbo to be, vale seguir para os tempos verbais em inglês — o to be é a porta de entrada, mas os próximos passos da gramática básica se apoiam bastante nele.
Um jogo simples para praticar sozinho
Olhe ao redor de onde você está agora e descreva cinco coisas em inglês usando o verbo to be: o que são, onde estão, como são. "The chair is brown. The window is open. The book is on the table." Repetir esse exercício em diferentes ambientes (casa, trabalho, rua) cria uma prática natural e sem pressão, ideal para quem ainda tem vergonha de falar inglês em voz alta com outra pessoa.
Depois de dominar as descrições simples, avance para perguntas sobre o mesmo ambiente: "Is the door open?", "Are the lights on?". Esse pequeno jogo de observação e descrição é uma das formas mais eficientes de internalizar o verbo to be sem depender de decoreba pura.
Grave sua própria voz
Um exercício avançado, mas muito eficaz: grave um áudio de 1 minuto falando sobre você mesmo em inglês (nome, idade, onde mora, como está se sentindo hoje) usando o máximo possível de frases com o verbo to be. Ouça a gravação depois e identifique onde travou, hesitou ou errou a conjugação. Repita esse exercício semanalmente — comparar as gravações ao longo do tempo é uma forma concreta de ver seu próprio progresso.
Essa técnica também ajuda a identificar se você está memorizando a regra de forma mecânica ou realmente internalizando o padrão: numa gravação espontânea, sem tempo para "pensar antes de falar", os erros que ainda restam mostram exatamente onde focar o próximo ciclo de estudo.
Use o verbo to be em tudo que você já estuda
Não trate o verbo to be como um tópico isolado, estudado uma vez e arquivado. Sempre que estiver praticando vocabulário novo, escrevendo frases de exemplo ou treinando pronúncia, procure incluir o verbo to be nessas frases — isso mantém a prática ativa mesmo enquanto você avança para outros assuntos da gramática.
Exercício 3: encontre o erro
Cada frase abaixo tem um erro relacionado ao verbo to be. Identifique e corrija antes de ver a resposta.
- I have 30 years old.
- She no is Brazilian.
- You is very kind.
- We was at the beach last week.
- They ready for the test? (sem verbo)
Ver respostas
- I am 30 years old. — idade usa "to be", não "have".
- She isn't Brazilian. — a negativa correta usa "not" junto do verbo, não "no" separado.
- You are very kind. — "you" sempre usa "are", nunca "is".
- We were at the beach last week. — "we" no passado usa "were", não "was".
- Are they ready for the test? — a pergunta precisa do verbo to be antes do sujeito; não pode ser omitido.
Perguntas frequentes sobre o verbo to be
O que significa o verbo to be?
To be significa "ser" ou "estar" em português. É o verbo de ligação mais usado do inglês, usado para falar de identidade, características, localização, sentimentos, idade, horas e clima.
O verbo to be é o primeiro verbo que devo aprender em inglês?
Sim, é praticamente unânime entre professores e materiais didáticos começar por ele. Como o to be aparece em tantas estruturas diferentes — identificação, descrição, localização, e até como auxiliar de outros tempos verbais —, dominá-lo cedo acelera o aprendizado de tudo que vem depois.
Quais são as três formas do verbo to be no presente?
As três formas são am (usado só com "I"), is (usado com he, she, it) e are (usado com you, we, they).
Como fazer a negativa do verbo to be?
Basta adicionar "not" logo depois do verbo: I am not, you are not (ou aren't), he is not (ou isn't). Não é preciso nenhum verbo auxiliar extra, diferente da maioria dos outros verbos em inglês.
Como fazer perguntas com o verbo to be?
Inverta a ordem: o verbo to be vem antes do sujeito. "You are ready" vira "Are you ready?". Com palavras interrogativas (what, where, who), a palavra vem antes do verbo, que continua antes do sujeito: "Where are you from?".
Qual a diferença entre was e were?
Was é usado com I, he, she, it; were é usado com you, we, they — exatamente o mesmo padrão de is/are, só que no passado. "I was tired" e "they were happy" são exemplos corretos.
Por que "I have 25 years" está errado?
Porque em inglês, idade se expressa com o verbo to be, não com "have". A forma correta é "I am 25 years old". Esse erro é comum porque em português usamos "ter" para idade ("eu tenho 25 anos").
Quando usar "is" e quando usar "are"?
"Is" é usado com sujeitos no singular na terceira pessoa (he, she, it, e nomes/coisas no singular). "Are" é usado com "you" (mesmo no singular) e com todos os plurais (we, they, e nomes/coisas no plural).
O verbo to be pode ser omitido em inglês, como às vezes acontece em português?
Não. Em português, é comum omitir o verbo em certas construções informais ("tudo bem?"). Em inglês, o verbo to be é sempre obrigatório: "Are you okay?", nunca só "You okay?" em contextos formais ou escritos — mesmo que na fala informal algumas pessoas encurtem dessa forma.
Qual a diferença entre "there is" e "it is"?
"There is/are" indica existência ("há algo") — "There is a book on the table". "It is" se refere a algo específico já mencionado ou óbvio pelo contexto — "It is on the table" (referindo-se a um objeto específico, o livro, já citado antes).
Quanto tempo leva para dominar o verbo to be?
A conjugação em si pode ser aprendida em poucos dias — é simples e sem exceções. Usar o verbo automaticamente, sem pausar para pensar, costuma levar de 3 a 6 semanas de prática regular, incluindo escrita e conversação.
Existe alguma exceção na conjugação do verbo to be?
Não, o verbo to be é totalmente regular na sua própria lógica — as formas am, is, are (presente) e was, were (passado) não mudam, independente do contexto da frase. É uma das raras conjugações do inglês sem exceções para decorar.
Como usar o verbo to be para descrever características físicas?
Da mesma forma que qualquer outra característica: sujeito + to be + adjetivo. "She is tall" (ela é alta), "He is short" (ele é baixo), "They are strong" (eles são fortes). A estrutura não muda dependendo do tipo de característica descrita.
O verbo to be muda dependendo do gênero do sujeito?
Não. Diferente do português, onde adjetivos concordam em gênero ("ele é alto" / "ela é alta"), o verbo to be em inglês é sempre o mesmo, independente de o sujeito ser masculino ou feminino — só o adjetivo pode variar (mas isso é raro em inglês, que geralmente usa a mesma forma do adjetivo para os dois gêneros).
Conclusão
O verbo to be é, ao mesmo tempo, o verbo mais usado e um dos mais simples de aprender em inglês — ele segue um padrão fixo (am, is, are no presente; was, were no passado) sem as irregularidades de outros verbos do idioma. O que exige atenção não é a conjugação em si, mas os pontos onde o português "puxa" para um caminho diferente: usar "have" em vez de "to be" para idade e sentimentos, esquecer de inverter o verbo nas perguntas, ou tentar negar só com "no".
Dominar bem o verbo to be — não só decorar a tabela, mas usá-lo sem pensar — é o alicerce que sustenta praticamente todo o resto da gramática básica do inglês, do presente contínuo às primeiras conversas reais.
Vale ter paciência com o processo: mesmo sendo um verbo "simples" na teoria, a prática de usá-lo automaticamente — sem hesitar entre am, is e are, sem esquecer de inverter a ordem numa pergunta — exige repetição real. Ninguém aprende isso só lendo a regra uma vez; é o uso repetido, em frases suas, sobre sua própria vida, que fixa o padrão de forma duradoura.
Se você sentir que ainda troca is por are de vez em quando, ou esquece de inverter o verbo numa pergunta, isso é normal e esperado nas primeiras semanas — inclusive entre alunos de inglês avançado, em momentos de nervosismo ou pressa. O que importa é que, com prática consistente, esses deslizes ficam cada vez mais raros, até desaparecerem quase por completo.
E lembre-se: cada frase pequena que você monta corretamente com o verbo to be — "I am ready", "She is here", "We are friends" — é um tijolo real na construção do seu inglês. Não subestime o valor dessas frases simples só porque parecem básicas demais; é exatamente sobre essa base sólida que todo o resto do idioma se apoia. Continue praticando com constância, revisando as tabelas deste guia sempre que precisar, e o resultado certamente vem com o tempo e a dedicação contínua.
Um bom sinal de que você já internalizou o verbo to be: quando você consegue apresentar-se em inglês — nome, idade, onde mora, profissão — sem parar para pensar em qual forma do verbo usar em cada frase. Chegar nesse ponto costuma marcar a transição do inglês "decorado" para o inglês que começa a virar automático, e é exatamente esse o objetivo deste guia.
A partir daqui, o próximo passo natural é usar o verbo to be como ferramenta, não mais como objeto de estudo isolado — deixá-lo trabalhar em segundo plano enquanto você foca em vocabulário novo, estruturas mais avançadas e, principalmente, em conversar de verdade em inglês.
Resumo dos pontos principais
- To be significa "ser" ou "estar" — o inglês usa um único verbo para os dois sentidos do português.
- No presente: am (I), is (he/she/it), are (you/we/they).
- No passado: was (I/he/she/it), were (you/we/they).
- Negativa: adicione "not" depois do verbo, sem auxiliar extra.
- Interrogativa: inverta o verbo com o sujeito.
- Idade, fome, frio e cansaço usam "to be" em inglês, nunca "have" (diferente do português).
- "There is/are" indica existência, e também tem versão no passado (there was/were).
- Respostas curtas (Yes, I am / No, she isn't) são o padrão natural do inglês falado, mais do que "yes" ou "no" isolados.
Próximos passos para continuar aprendendo
- Avance para os tempos verbais em inglês — o verbo to be é a base do presente contínuo e de várias outras estruturas.
- Pratique frases básicas em inglês para ver o verbo to be em contextos reais do dia a dia.
- Amplie seu vocabulário de inglês mais usado para montar frases mais ricas com o verbo to be.
- Treine a conversação em inglês, começando pelas perguntas mais simples sobre você mesmo.
- Depois de dominar o to be, avance para o gerúndio e o infinitivo em inglês — outra dupla de estruturas que confunde iniciantes, mas segue padrões igualmente aprendíveis.
- Se seu objetivo é comprovar o nível formalmente no futuro, vale conhecer os certificados de inglês para o mercado de trabalho — o verbo to be é exatamente o tipo de base que qualquer exame de proficiência cobra desde o início.
Se você está começando do zero, um curso de inglês para iniciantes estruturado ensina o verbo to be dentro de um plano progressivo — junto com vocabulário e conversação — em vez de isolado, o que ajuda a fixar o conteúdo de forma mais natural.